Cai a solidão

Author: Hugo Torres / Etiquetas:


Cai a solidão sobre mim
Como um pano tecido outrora.

Cobre...cobre tudo, é enorme,
Negro, brilhante como a seda,
Desce agonizantemente sobre a vida.

Sob esse pano,
Reencontro todos os meus fantasmas.

5 comentários:

Myann disse...

Só um génio para escrever algo assim ^^ (mas depois dança ao som daquele beat --' lol)

beijo ó geninhooo

Corvi Umbra disse...

Apaga-se a luz, despe-se a vida, revolta-se os púlpitos do vivido e do passado... Rasgam-se as euforias, despe-se a música, apaga-se o tempo... É uma constante, amigo. Porém, um degredo pessoal, uma fatiga provocada pelos próprios demónios.
Nesse pano, vejo a fé. A fé não crente mas humana nessa base de sobrevivência. Somos feitos disso. Desses fantasmas.
Porém, o que nos torna superiores é a emancipação da nossa vontade, do nosso jogo. Não há certo, tão pouco errado. São momentos. O resto, de pouco importa, desde que vivas, desde que grites, desde que te deixes sonhar e não esquecer que não estás só. És feito dos outros. Os que te amam, os que não importam, os que estão e os que partiram. És o valor da vida no quadro que te foi dado a pintar com cada passo teu. Não te firas mais com o pincel que não te afaga. Não sejas bélico, não deixes a seda tornar-se o teu pesadelo e a tua solidão.

Blaze disse...

You sir are a winrar of the internets.

Anónimo disse...

Tens muito jeito. Mas tenta pintar algo mais alegre no próximo. Tenho a certeza que consegues.

E vais ver que essa escuridão que falas se dissipará, we'll all make sure of that. Lawl xD

Van disse...

Teu blog, tuas palavras.....
Tudo muito intenso por aqui.
Gosto de intensidade.
Gostei daqui.
Muito.

Beijucas

PS: Considere-se linkado.
;)