Florbela, somos iguais!

Author: Hugo Torres / Etiquetas:


Oh, Florbela! Florbela! Tu me conheces, desde lá de cima, tu me conheces; lá em cima, no Paraíso, que é onde mereces estar, caso algo semelhante a isso exista. Há um pouco de ti em mim, sem qualquer dúvida. Isso apresenta-se como algo bastante antitético: é doce, reconfortante, simultâneamente sombrio e tenebroso. Tu és eu. Nem todos têm essa honra. Mas nem todos têm o teu fado, o nosso fado. Ja sabemos onde vamos parar, não já? Provavelmente ao Paraíso, onde merecemos estar. Nós que construimos castelos de quimeras; nós que construimos impérios psicológicos; nós, cujos corações batem às portas e ninguém abre... Um dia não haverá nada mais para contar, mais nenhum gesto para fazer quando confrontados com um destino solitário. Só o nosso diamante em bruto, as nossas perolas teatrais, os nossos versos não menos teatrais e, claro, quimeras.

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