Frívolo

Author: Hugo Torres / Etiquetas:


Estendo a mão para alcançar
O prazer que não encontro
Em andar por estas ruas
A fugir do amedronto
Das tuas realidades nuas.

Há uma vida sem ordem
Que pareço ouvir chamar
Tal qual como uma droga;
Tão prazerosa ao abraçar!
E que por acaso está em voga...

Não há qualquer sentimento,
Na verdade, não vicias...
Qual perda de esperança
Fá-lo só porque querias
Mais uma noite desta dança.

Após o triunfo do momento,
Dormimos, olhamos para trás
Para termos a certeza
Que nos espera alguma paz
Na consciência, uma pureza.


É então já o dia seguinte
Um presente sem evitar.
Tenho a vida já traçada
De modo a nunca te encontrar
Alguma vez mais nesta caçada!

Coloco então a minha capa,
E escureço sob o dia,
Levo comigo teu odor
E imagino a agonia
Da tua falta de amor.

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