Perecendo na manhã

Author: Hugo Torres / Etiquetas:


Saí, logo nas primeiras horas
E encontrei gaivotas voando.
Graciosas e assustadas me iam rasando
Enquanto caminhava sem demoras.

Por momentos com elas voei.
Observei-as, tão livres que são...
Sentei-me nas asas, fugi da prisão.
Pouco durou, logo assentei.

Acordei, desejei que as gaivotas mais
Não fossem que corvos, repletos de fome,
Pretos, berrando até que a Morte some
Mais uma alma esquecida pelos mortais.

2 comentários:

Blaze disse...

Damn, fazes poemas do catano!
T_T

Corvi Umbra disse...

Os corvos são mais do que criaturas cheias de fome e o preto é mais do que o peso da morte. São criaturas magníficas. Tão mais até, a meu ver, que gaivotas, mas dá-lhes essa liberdade de o ser. Essas asas e esse tempo. Essa oportunidade de te sugarem da prisão. És tu que crias a sua imagem e são eles que te julgam no final. Objectos na tua mão, traça-lhes o seu derradeiro caminho...